Terça-feira, Dezembro 20, 2011

O ASSASSINATO DO ESTADO SOCIAL

Eu estaria de acordo com o secretário de estado Carlos 'Moedinhas' em alinhar as indemnizações por despedimento com a média europeia (8 a 12 dias por cada ano trabalhado) se a economia nacional tivesse a mesma dinâmica de emprego da maioria dos outros países.
Pelos vistos teima-se em alinhar apenas aquilo que ao governo e à troika interessa...
Aproveitar o timing da intevenção da troika para dar cabo do que resta do estado social é perfeitamente anacrónico.
Vejamos: está-se a reduzir as indemnizações por despedimento, está-se a reduzir o período e o valor do subsídio de desemprego.
Com os salários cada vez mais baixos e a crescente carga, fiscal, a possibilidade de poupar o que quer que seja é uma miragem.
Para pessoas de meia-idade que caem no desemprego, que já são velhas para serem reabsorvidas pelo mercado de emprego e novas para se reformarem, apenas pergunto: como vão sobreviver?
A menos que queiramos ter um país de mendigos.


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